quarta-feira











À hora combinada, dá-se o reencontro de todos junto da camionete, para continuar a visita, desta vez com destino ao Museu de Serralves. A viagem desta vez não foi muito longa, cerca de 15 minutos até à Rua de Dom João de Castro, onde este se situa o museu.
Desta vez o grupo foi dividido em três ficando cada um destes com um guia. A visita começou pela exposição de fotografia de Thomas Struth, seguindo-se o trabalho de Eduardo Batarda e terminando a visita com as esculturas de papel.
Surge então a oportunidade para ir almoçar. Entre ir comer uma francesinha, encontrar um sítio para se sentar e comer a comida trazida de casa ou ir ao McDonalds os grupos vão-se dividindo consoante a vontade de cada um.






Entrámos na sala da Culturgest e foi-nos dado algum tempo para procurar e explorar a exposição de Willem Oorebeek, intitulada “Blackout KATALOG”. A obra estava quase escondida, tanto que a uma primeira vista parecia fazer parte do espaço.
Vários pequenos quadros pretos, assemelhados a janelas, dispunham-se em linha horizontal ao longo de três paredes. Aparentemente, não passavam de rectângulos pretos, mas se nos aproximássemos, revelavam imagens brilhantes provenientes de fontes massificáveis.
A intenção do artista foi pegar em elementos da pop-art e obscurecer o seu sentido. As tradicionais cores pop, vivas, dão lugar a um negro monocromatismo; a observação rápida passa a uma nova lenta e demorada, que simultaneamente obriga o espectador a mover-se para procurar a imagem, participando na própria obra e tornando-a numa arte performativa.
Esta é uma obra repleta de ambiguidades. Além das já referidas, também uso da litografia, uma técnica de produção em massa, para produção de imagens únicas e originais anula a intenção primária das imagens em série. Questiona-se a autoria, o valor da imagem.
O uso de imagens de Roy Lichtenstein cria novamente duplicidades em relação à cultura popular. Lichtenstein também pegava em imagens de BD para as suas obras e usava a técnica de serigrafia (igualmente de criação em massa) para criar peças únicas.
As pessoas não vêem aquilo que não tencionam ver, pelo que muitos passam sem conseguir ver a exposição. O próprio espaço anula a obra, como a obra anula o Lichtenstein e este, por sua vez, anula os desenhos de BD – anulação em ciclo.



Parámos em plena Avenida dos Aliados, tiramos as malas do porão e observámos a Avenida principal da cidade, que se diz ser a capital do norte. De seguida, fomos divididos em dois grupos. Enquanto os primeiros iam observando a exposição patente na Culturgest, os outros foram tomar café a uma esplanada ou passear pelas redondezas.




Parámos na estação de serviço de Pombal para comer alguma coisa e estender as pernas.
De volta à viagem.
Mais paisagens são vistas, mais piadas são trocadas, mais quilómetros são percorridos... E, por fim, a chegada.

segunda-feira

Resumindo...



Depois de alguns momentos de agitação e entusiasmo começam a surguir os bocejos e os encostos para compensar as poucas horas dormidas na noite anterior. Os que se mantêm acordados, tanto olham pela janela como ouvem música, jogam às cartas, desenham, filmam e tiram fotografias. Tudo isto talvez para passarem mais depressa as cerca de três horas de viagem que se avizinham.